Importância da mudança de hábito e Estilo de vida na prevenção do câncer

    IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DE HÁBITO E ESTILO DE VIDA NA PREVENÇÃO DO CÂNCER

 
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer é responsável por 7 milhões de óbitos anualmente no mundo todo com uma estimativa acima de 15 milhões de novos casos em 2020 (previsão feita pela International Union Against Cancer). Compreende-se que o surgimento da doença está diretamente ligado a várias causas, assim, não há dúvidas de que em diversos tipos de câncer a susceptibilidade genética é fator relevante, entretanto é a interação entre a susceptibilidade e os fatores (ou as condições resultantes do estilo de vida e do ambiente) que determina o risco de desenvolver o câncer.
 
Um número notável desses fatores de risco está relacionado a situações de exposições por um longo período de tempo. Grande parte desses fatores está relacionado aos hábitos e comportamentos vividos nos primeiros 20 anos. Como exemplo temos a ausência da prática e exercícios físicos, a alimentação inadequada, a exposição à radiação ultravioleta sem proteção (filtro solar), o uso de tabaco e de álcool, a não- vacinação contra agentes infecciosos, como hepatite B, e a prática sexual sem proteção.
 
SEDENTARISMO
 
A ausência da prática de exercício físico, além de provocar aumento de peso e deixar o indivíduo menos disposto para as atividades diárias comuns, aumenta o risco de desenvolver doenças crônicas como o câncer. A prática de exercícios regulares pode reduzir em até 30% dos casos de câncer, no Brasil. Procure um profissional para orientação sobre os benefícios de cada atividade e busque aquela que mais se adapta ao seu estilo de vida e a sua condição de saúde.
 
ALIMENTAÇÃO
 
Alguns alimentos são associados a fatores de risco no desenvolvimento do câncer, no que diz respeito ao tipo do alimento, a frequência em que se consome e o modo de preparo podem aumentar esse risco. Destacamos o câncer de mama, de cólon (intestino grosso), de reto, de próstata, de esôfago e de estômago. Determinados alimentos possuem agentes cancerígenos na composição, como as carnes processadas, defumadas, curadas ou salgadas (carne de sol, charque e peixes salgados); os embutidos, como salsicha, linguiça, mortadela e salame. O segredo para uma alimentação saudável é o equilíbrio. Tome como hábito incluir na sua dieta porções de frutas, verduras e legumes. Além de grãos e cereais integrais, que diminuem o tempo de permanência de substâncias cancerígenas no organismo.
 
EXPOSIÇÃO À RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA
 
De todos os casos de câncer registrados no Brasil, o de pele é o mais comum e equivale a cerca de 32% dos tumores diagnosticados em todas as regiões do país. De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC, sigla em inglês) estima-se que pelo menos 80% dos melanomas sejam causados pela exposição ao sol. Essa exposição aos raios ultravioleta, principalmente nos horários onde há maior radiação, é considerada como a principal causa do desenvolvimento da doença. Alguns cuidados simples favorecem na prevenção da doença: evitar exposição ao sol das 10h às 16h; usar chapéu, óculos escuros, camisa e boné; fazer o uso de filtro solar com fator de proteção (FPS 15 ou maior). Independentemente do horário, o uso da barreira física é altamente recomendado.

TABACO
 
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 4,9 milhões pessoas morrem todos os anos em consequência de uso do cigarro (mais de 10 mil por dia), que contém cerca de 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas. Além disso, existem outras formas de consumo como o charuto, cachimbo, rapé, narguilé e o cigarro eletrônico. Os dois primeiros aumentam o risco de desenvolver câncer na boca, faringe, laringe e esôfago. Abandonar o hábito de fumar exige planejamento e disciplina, porém os benefícios à saúde e bem-estar são longos e extremamente benéficos. Para auxiliar nesse processo procure um profissional de saúde.
 
ÁLCOOL 
Estima-se que o consumo de álcool provoque entre 2% e 4% das mortes por câncer, sendo o fator de risco para o desenvolvimento de tumores na cavidade bucal, esôfago, fígado, reto e, possivelmente, mama, principalmente se o uso for combinado com o tabaco. A sua ingestão em qualquer quantidade aumenta o risco ao câncer. Reduzir a frequência do consumo pode diminuir as chances de desenvolver a doença, mas a melhor prevenção é não ingerir bebida alcoólica, ou evitar ao máximo.
 
AGENTES INFECCIOSOS 
 
Existem evidências satisfatórias de que alguns tipos de vírus, bactérias e parasitos associados a infecções crônicas estão presentes no processo de desenvolvimento do câncer. Mundialmente estima-se que 18% dos casos de câncer se devam a agentes infecciosos, número esse que equivale ao fumo. Destacamos o papilomavírus humano (HPV), o Helicobacter pylori, os vírus das hepatites B e C. Estudos comprovam que a vacina contra o HPV e a Hepatite B são eficazes nessa prevenção. Tão importante quanto o uso do preservativo é um método que também se mostra eficaz, tanto para os agentes citados quanto para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis em geral.
É importante conhecer os fatores que aumentam as chances de desenvolver o câncer, bem como procurar sempre acompanhamento com profissionais da saúde, melhorando assim a qualidade de vida e reduzindo as possibilidades de adoecer.
 
Buscar mudanças comportamentais saudáveis, evitando se colocar em situações que causem vulnerabilidade e aumentem os riscos é a melhor forma de se prevenir contra o câncer e outras doenças, como cardiovasculares, respiratórias crônicas, renais e diabetes.
 
REFERÊNCIAS
 
SAÚDE, Ministério da. A situação do câncer no Brasil. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/situacao_cancer_brasil.pdf>. Acesso em: 14 out. 2018.
CÂNCER, Fundação do. Fatores de risco e prevenção. Disponível em: <https://www.cancer.org.br/sobre-o-cancer/prevencao/>. Acesso em: 13 out. 2018.
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